ROLFING® - HARMONIA CORPORAL - Movimento - Bem-estar - Qualidade de Vida

Discutir sobre Integração Estrutural - Rolfing® e outros processos corporais que possam trazer bem-estar à saúde física e emocional das pessoas.

Saturday, 17 de April de 2010

Integre-se com o Rolfing®

Texto de Rosângela Maria Baía,
rolfista estrutural e de movimento
 
 
 
Feche os olhos. Pense numa máquina complexa, com vários sistemas intercruzados. Pense em fios, alavancas, parafusos, óleos. Pense num sofisticado sistema computadorizado, ultrarápido, eficiente. Pense em tudo isso interligado e se movendo, mas não como um robô. Pense em tudo isso inteligente, pensando como você agora, sentindo, agindo. Imagine você enquanto matéria, aquela que a gente estuda mesmo na escola, na aula de física. Pense em você com todo esse potencial elétrico os seus diversos sistemas, como o respiratório, o linfático, o fibroso, ocupando o seu espaço tridimensional na Terra, enquanto o seu planeta, recebendo o tempo todo a força da gravidade, que te faz mover-se, que te faz viver. Pense em todos os seus sentidos. Sinta essa “máquina” viva, ativa, com corpo, mente e espírito. Imagine quantas vezes por dia os trilhões de células que temos se reproduzem? Quantas vezes inspiramos e expiramos? Quantos passos damos por dia? Quantas vezes repetimos o mesmo movimento sem notar? O mesmo pensamento sem querer. A mesma atitude sem saber?
Respire, relaxe e sinta como tudo isso é, afinal, extraordinário.
Abra os olhos e perceba como você é único nesse seu espaço tridimensional imenso. Como você é extraordinário, sempre.
 
Qualquer hábito postural não funcional, qualquer mal-estar, qualquer emoção, boa ou ruim, pode te levar para lá ou pra cá neste espaço tridimensional que ocupa. Você pode deixar seu corpo se flexionar, recuando, ou se estender, enfrentando. Seu corpo pode estar se contorcendo, mais à direita ou à esquerda, de uma linha imaginária, de um centro funcional.
Quando se vai para os cantinhos desses espaços, por um tempo, talvez para pensar em como agir e de que forma, o corpo vai junto. A mente também, o espírito idem. Os sistemas são integrados. Ainda que um fortaleça o outro, um influencia o tempo todo o outro, em constante ressonância.
Às vezes, a gente fica nesse cantinho apertando tudo, às vezes, a gente larga tudo lá.
A gente pode ter dores de tanta contração, dores de tanta “largação”. Pode ter patologias por tanto pensar numa coisa só. Só ficar no passado, só viver no presente, só ficar imaginando o futuro. Desafiando a dor, a emoção.
É nessa hora que o Rolfing® pode ajudar. Como? O que é isso?
Um super-herói? Uma fada-madrinha?
Um remédio fantástico? Um tratamento excepcional?
 
 
O que é Rolfing®?
 
Rolfing é uma Ciência, é empirista, filosófico, um ofício, uma arte. Não é uma massagem. É um processo, um tratamento, que visa basicamente a integração da pessoa com suas habilidades, com o seu potencial de ação. Como faz a medicina chinesa, a homeopatia, a antroposofia, com seus paradigmas. Veem a pessoa como um sistema único, com subsistemas interconectados, que se formam e transformam continuamente em função de sua relação com o ambiente, nele influindo simultaneamente.
Integra-se o estrutural, o corpo, e o funcional, o movimento, com a gravidade, com o espaço tridimensional que o corpo, enquanto matéria, ocupa na Terra.
Estamos no campo gravitacional, sujeitos a esta força invariável agindo sobre nós o tempo todo. Usá-la como aliada é um dos objetivos dos processos de manipulação física e educacional do Rolfing. Isso modifica o todo.
 
De onde vem esse nome Rolfing®?
 
O nome Rolfing® (uma marca) é uma terminologia-definição, que nasceu do nome de Ida Rolf, sua idealizadora. Mas o objetivo é a estruturação da pessoa através da organização de seu corpo.
Para isso são usadas duas técnicas fundamentais: o Rolfing: Estrutural, quando se manipula o corpo do cliente e o Rolfing Movimento ou Funcional, quando se libera fixações de padrões de movimento e o cliente é reeducado. Uma completa a outra e define a posologia das sessões.
 
O que é Rolfing Estrutural?
 
É quando o rolfista manipula o corpo do cliente, buscando a interconecção da estrutura, que é feita pelo sistema fibroso. Libera-se a fáscia, tecido conjuntivo, moldável, que contém colágeno e elastina.
A fáscia parece uma teia, uma rede, espalhada de tecido conjuntivo, que envolve e faz parte de músculos, e, em suas formas mais densas formam os tendões, ligamentos, aponeuroses. É um órgão de sustentação.
O tecido conjuntivo, por se constituir de colágeno e elastina, ao mesmo tempo que pode deslizar, pode também aderir ou colapsar. Mas pode ser liberado, por ser resiliente, elástico e plástico. Dá suporte ao corpo, é fibroso.
 
O que é Rolfing Funcional ou de Movimento?
Enquanto o trabalho estrutural libera as fixações do tecido, o funcional trabalha nos padrões de movimento, nas inibições destes, e seus efeitos no estado dos tecidos e, consequentemente, da organização da postura.
Recorre-se aos sentidos: visão, audição, olfato, paladar, tato e o sistema vestibular (de equilíbrio).
Amplia-se as sensações, percepções, daquilo que vem de dentro, do que vem de fora da pessoa.
Leva-a a captar sua orientação no espaço, sua sensação de peso, direção do movimento, sua coordenação.
Ou seja, o acordar da tridimensionalidade da matéria de seu corpo vivo em movimento constante, sua vivacidade, ainda que pareça imóvel.
 
O que é Integração Estrutural?
 
Imagine partes do corpo como caixas. Caixas empilhadas verticalmente, umas sobre as outras. Se bem alinhadas, não desabam tão facilmente, como elementos desconectados entre si.
Ainda Rolf dizia que: “As estruturas têm de ser equilibradas como um todo, e isto se aplica tanto para estruturas vivas, quanto as estruturas de casas e pontes.”
O Rolfing busca essa verticalidade tanto para cima, na direção da cabeça, como para baixo, na direção dos pés, e procura a horizontalização das cinturas pélvica e escapular, e a integração e coordenação das articulações no movimento dinâmico.
A anatomia dos movimentos fala de flexão, extensão, adução, abdução, rotações e torções.
A anatomia do Rolfing fala de tudo isso, também, associado à ação, porque movimento é vida. Há que se ter uma razão para o movimento acontecer. Somos seres motivados pelo contexto em que estamos e é ele que nos dá o movimento que fazemos.
Esse “soltar organizado das compensações, permite uma transformação dessa estrutura.” Para essa estruturação desperta-se a musculatura tônica, que é estabilizadora do movimento, mais interna, e consome oxigênio. Integra-a com a fásica, que é mais externa, global, consome açúcar. É possível acionar a musculatura tônica pela percepção, pelos sentidos, enquanto a musculatura fásica atua em movimentos de curta duração e muito esforço. Imagine que uma não trabalhe sem a outra e que sem estabilização das duas não há movimento sem esforço, que seje funcional, que tenha graça e harmonia. Esse equilíbrio revela a circulação de energia gravitacional através do corpo. Não sentimos a gravidade, mas nos ajustamos a ela o tempo todo.
 
O Rolfing também influencia no comportamento?
 
Sim, mas não de uma forma tão simples, assim. Se se trabalha o corpo, pela manipulação direta, ou indireta, ou pelo movimento, há interações com a fisiologia e a química do sistema como um todo. Hormônios quando são estimulados alteram a experiência emocional, o que repercutirá no comportamento. Atuam entre a regularização do sistema nervoso simpático, mais ativo, e parassimpático, mais moderado.
Busca-se na integração a regulação do tônus muscular, que é ligado ao aspecto emocional, e também à postura. Postura não só no sentido físico, mas também no sentido do agir, do ser. Leva em consideração o contexto em que se viveu, no qual se está agora, para onde se quer ir. Busca uma mudança de hábitos posturais, da percepção, através do corpo, para que a pessoa tenha outras opções e possa fazer suas escolhas. Poder ir e vir, quando quiser. Não perde o que tem, o que é. Apenas amplia as suas habilidades a sua capacidade de ação com modulação.
Portanto, melhor seria dizer que o Rolfing influencia no psicobiológico, que lida com a neurociência, incluindo emoções, consciência, percepção de si mesmo. A forma e a função são uma unidade. A função da estrutura é a vitalidade.
 
O Rolfing permanece?
 
Sim, porque quando a estrutura corporal se organiza na gravidade ela se mantém organizada por economia funcional, espontânea e sem o uso da consciência. Quando você aprende a sentir diferenças no movimento, em seu corpo, a entender como você faz o movimento, como você pode fazer, você passa a decidir. A inteligência corporal vai ajudar nessa escolha. Fazemos muita coisa no sistema nervoso autônomo, como respirar. Não daria para ficar o dia todo pensando como fazer isso. Mas a percepção de como fazemos nos permite a ampliação de possibilidades. E isso o cliente leva, se apodera e, quando volta, está em outro lugar, numa outra fase. Como em toda matéria organizada em unidades biológicas, há um padrão, uma ordem, no corpo humano. Os seres humanos podem mudar em direção à organização. E não só no aspecto físico, mas todo um sistema integrado, mente, corpo, espírito.
Lembre-se: você é extraordinário!
 
 
 
Como são as sessões:
 

·        Normalmente 10 de estruturais e 5 de movimento, dependendo do processo.

·        Só de movimento, para alguns casos, como doenças em tratamento.

·        Cada uma dura 1 hora, 1 vez por semana.

 

Quem deve fazer Rolfing?

  • Toda pessoa que queira se conhecer melhor.

  • Que tenha dores por má postura, traumas físicos, estresse, movimentos repetitivos.

  • Dificuldade de movimentos funcionais.

  • Que queira melhorar o seu desempenho pessoal e profissional.

  • Como atletas, bailarinos, pessoas ligadas ao movimento.

  • Aqueles que primam por qualidade de vida e movimento.

 

Há contra-indicações?

  • Pessoas com patologias em tratamento, como câncer, trombose, angina, devem consultar o seu médico para decidir os benefícios da terapia.

  • Que estejam com febre, infecções na pele, mal-estares, dores agudas, devem aguardar o fim das crises.

  • Pessoas em tratamento psiquiátrico também devem ter o aval de seu médico.

 

 
Histórico
Ida Pauline Rolf, que idealizou o Rolfing®, nasceu em 19 de maio de 1896 – em Nova York. Descendente de alemães, formou-se em bioquímica no Instituto Rockfeler e fez doutorado na Universidade de Columbia. Praticava Yoga e estudou homeopatia em Genebra. Começou a trabalhar com Rolfing empiricamente, na década de 40 e depois começou a ensinar seus princípios para osteopatas e quiropraxistas, que não entendiam a essência do Rolfing e, na década de 50, passa o seu conhecimento também para leigos.
Em 1971 nasce o Rolf Institute, onde ela ensinou pessoalmente. Partiu em 1979, com 83 anos, nos deixando o seu legado. Hoje, o Rolf Institute é o mais eclético e operante centro de associação de rolfistas, e em sua faculdade há muitos professores brasileiros.
 

Pedro Prado é um deles. Em 1981, Prado torna-se o primeiro rolfista brasileiro, formado nos EUA. Prado é mestre em psicologia pela USP e doutor pela PUC. PhD em Rolfing. Professor avançado no Brasil e nos EUA do Rolf Institute, atua no Brasil e no mundo. É membro-fundador da Associação Brasileira de Rolfing® (ABR) e supervisor do Núcleo de Atendimento, Pesquisa e Educação em Rolfing® (Naper), desde a sua criação.

 
A ABR é fundada em 1988, em São Paulo. Filiada ao Institute Rolf Structural Integration, de Boulder, Colorado, EUA.
Em 1989 é dado o primeiro curso no Brasil.
Somos hoje 111, rolfistas brasileiros, formados pela escola da ABR, cadastrados no site www.rolfing.com.br
 
Em 1998 cria-se o Naper, que visa atender à comunidade e divulgar e pesquisar sobre o Rolfing, com grupos de estudos permanente. É pelo Naper que nascem projetos especiais de atendimento.
 
O Naper nasceu tímido, mas forte, em 1998, e hoje mantém um pool de rolfistas que atendem das 8h às 18h30, de segunda a sexta-feira.
O processo inclui no mínimo 10 sessões, uma vez por semana, de 1 hora cada. O atendimento é clínico (3 clientes e 3 rolfistas, num mesmo espaço). O investimento é de R$ 100 por sessão. Também há a possibilidade de uma entrevista com uma assistente social, que analisa a redução desse valor para quem necessite.
 
Se você pensa em fazer Rolfing, está em busca de um lugar, no Brasil, que agregue esses profissionais. Está em busca da Associação Brasileira de Rolfing (ABR), que congrega uma lista de rolfistas graduados e é uma escola, filiada ao Rolf Institute. E é, também, em sua sede que está localizado o Naper.
 
Serviços
NAPER/ABR
Rua Cel. Artur de Godoy, 83 – V. Mariana (Metrô Ana Rosa) – São Paulo - SP - Brasil
(011) 5081-7522
mais informações
 
 

 

Report abuse Close
Am I a spambot? yes definately
http://harmoniacorporal.blog.terra.com.br
 
 
 
Thank you Close

Sua denúncia foi enviada.

Em breve estaremos processando seu chamado para tomar as providências necessárias. Esperamos que continue aproveitando o servio e siga participando do Terra Blog.